Igor Rodrigues, Tech Lead da Future Station e instrutor das trilhas Basic e Avançado
Treinamento

Quem treinava os devs da TOTVS agora treina o seu time

Seis dias de tela compartilhada, um PDF no e-mail e ninguém para responder a primeira dúvida real. O problema raramente é a ementa: é quem está do outro lado.

InstrutorIgor Rodrigues — Tech Lead da Future Station, “FluigOr” na comunidade
TrilhasBasic (negócios) e Avançado (desenvolvimento), 24 horas cada
FormatoRemoto, 4 horas por dia, 6 dias · Train the Trainer
CertificaçõesFluig Analytics · Smart Analytics · LMS · HCT Fluig
Publicado em 29 de agosto de 2026 9 min de leitura por Future Station

Treinamento de ferramenta costuma terminar do mesmo jeito. Seis dias de tela compartilhada, um PDF no e-mail e, na segunda semana, ninguém para responder a primeira dúvida real — a que não estava no roteiro.

O problema raramente é a ementa. É quem está do outro lado.

O Prime Club Fluig da Future Station tem duas trilhas: Basic, para quem opera a plataforma e desenha processos, e Avançado, para quem desenvolve e integra. As duas são ministradas por Igor Rodrigues, Tech Lead da casa. Antes de treinar o time do cliente, ele treinava desenvolvedores da própria TOTVS.

Horas não formam especialista. O tipo de problema, sim

A referência das 10 mil horas ficou popular com o Outliers, do Malcolm Gladwell, a partir dos estudos de Anders Ericsson. O próprio Ericsson fez a ressalva que quase nunca é citada: o número de horas, sozinho, não produz ninguém. O que produz é prática deliberada — enfrentar problema novo, rever decisão tomada e subir o nível a cada projeto.

Igor está há mais de uma década no Fluig e passou muito da marca simbólica. O que dá valor a uma aula dele é o que ele fez com esse tempo: infraestrutura, arquitetura, bancos de dados, processos, portais e integrações. A trajetória está detalhada no post sobre o especialista em Fluig Igor Rodrigues.

Igor Rodrigues conduzindo um treinamento técnico diante de um diagrama de processo do Fluig
Workshops para profissionais da TOTVS e parceiros, capacitações de instalação do Fluig em Linux e MySQL e troca constante com a comunidade Fluiggers fazem parte da rotina dele há anos.

O que ele resolveu antes de dar aula

Entre 2015 e 2024, em projetos de Fluig na operação da TOTVS no Rio Grande do Sul, Igor participou da implantação da plataforma de processos, documentos e colaboração. Criou metodologia para gestão eletrônica de documentos, adequou processos de áreas diferentes, integrou o Fluig Identity e ampliou o uso do Analytics. Somou certificações TOTVS em Fluig Analytics, Smart Analytics, LMS e HCT Fluig.

Fluig AnalyticsSmart AnalyticsLMSHCT Fluig

Fora dos projetos, deu workshops técnicos para profissionais da TOTVS e parceiros, capacitações de instalação do Fluig em Linux e MySQL, e participa da comunidade Fluiggers, inclusive em torno da extensão Fluiggers para Visual Studio Code. O apelido que colou entre os colegas, FluigOr, é piada com reconhecimento embutido.

Quando alguém pergunta o que acontece se a alçada mudar no meio do fluxo, a resposta vem de um caso vivido, não da documentação.

Duas trilhas, dois públicos

As trilhas não são degraus de uma escada, são destinos diferentes. Quem administra o Fluig não precisa aprender FreeMarker. Quem escreve widget não vai passar seis dias configurando pasta avançada.

 Basic (de negócios)Avançado
Para quemUsuários-chave e administradores da plataformaDesenvolvedores e analistas
ObjetivoAdministrar usuários, documentos, processos, colaboração e páginas, com boas práticas de configuraçãoProjetar, desenvolver, customizar e integrar soluções completas
Pré-requisitoUso do Fluig na rotina da empresaDesenvolvimento web: HTML5, CSS, JavaScript, JSON, jQuery
Carga horária24 horas (6 dias)24 horas (6 dias)
NúcleoPainel de Controle, GED, Social e Comunidades, Processos, LGPD, AnalyticsBPMN, formulários, datasets, WCM, widgets, APIs e integrações

Basic: quem opera e desenha o processo

A trilha de negócios cobre o Fluig do ponto de vista de quem responde pela plataforma dentro da empresa.

  • Plataforma. Usuário WCMADMIN e o Painel de Controle por inteiro: Pessoas, Parâmetros Técnicos, Personalização, Desenvolvimento, Segurança e acesso, Aplicativos. Notificações, configuração de notificações e busca.
  • Gestão Eletrônica de Documentos. Taxonomia, criação de pasta comum e avançada, configurações de informações gerais, aprovação, segurança e propriedades herdadas. Publicações múltiplas, artigos, formulários, relatório BIRT, documento espelho, controle de versão, aprovações e expiração. Marca d’água, cópia controlada com log, lista mestra, cadastro de áreas e lixeira.
  • Social e Comunidades. Publicação, comunidades e abas integradas, tags, menções, nuvens de relacionamento, palavras restritas e denúncia.
  • Processo. Configuração de processos, mecanismos de atribuição, formulário, atividades e fluxos. Filtros, consulta, eliminação e conversão de solicitações. Monitoramento de processos e tarefas, Central de Tarefas e Central de Diagnósticos.
  • LGPD. Política de uso, dados pessoais, anonimização e exportação.
  • Fluig Analytics. Primeiros passos, dashboards, relatórios, métricas e atributos, filtros e permissão de acesso.
Fluxo de processo e dashboard do Fluig lado a lado, mostrando etapas e indicadores
Do fluxo ao indicador: a trilha Basic termina quando o participante consegue configurar o processo e ler o que ele produz no Analytics.

Avançado: quem desenvolve e integra

São 13 módulos, do nivelamento de arquitetura até o comportamento no mobile.

  • Fundamentos. Arquitetura Java EE sobre JBoss/WildFly, front-end contra core, compilação de JavaScript para Java via Rhino, Eclipse e Fluig Studio.
  • BPMN e i18n de processos. BPMN 1.2 e o estendido 2.0, Designer e editor web, eventos, atividades, gateways e fluxos. Arquivos .properties, tradução de processos, atividades, flow e return, versionamento. Hands-on com modelagem de um processo completo.
  • Formulários. Eventos BeforeProcessing, AfterProcessing, ValidateForm e EnableFields, snippets, Form Controller e amarração com o BPM. Style Guide do Fluig com inputs, selects, zoom, datatable e responsividade. Internacionalização com i18n.translate().
  • Datasets. Built-in, cardIndex e customizado, constraints MUST, SHOULD e MUST_NOT, consumo em formulário, JavaScript, select e zoom. Datasets via JDBC e REST, e datasets sincronizados com tabela espelho e tarefa agendada.
  • WCM, layouts e widgets. Páginas públicas e privadas, estrutura de URLs, autorização, layouts e slots. FreeMarker com .ftl, application.info, pageRender e a biblioteca wcm.ftl. Widget personalizado, Super Widget e Kit Intranet.
  • Integrações e mobile. API pública, REST com GET, POST, PUT e DELETE, autenticação OAuth1, OAuth2 e Basic. SOAP com Protheus e RM, e o critério para escolher entre REST e SOAP. Configuração mobileAppMode e limitações do Fluig Mobile.

Como a capacitação acontece

Remota, em sala virtual da Future Station ou do cliente. As 24 horas saem em agendas de 4 horas por dia, o que dá 6 dias. Rode em ambiente de teste ou homologação: a turma gera exemplo e faz bagunça de propósito, e é assim que se aprende. Há blocos de “hora de praticar” no Basic, em GED e em Processos.

O modelo é Train the Trainer: formamos multiplicadores e o rollout interno fica com o cliente, que indica um gestor como ponto focal. Na infraestrutura, máquinas Windows 64 bits, 8 GB de RAM como desejável e segundo monitor recomendado. Aulas em português do Brasil, material didático só em digital e entregue pelo instrutor apenas aos participantes. Cancelamento de agenda com aviso de 48 horas.

Antes de fechar a turma

Separe um ambiente de homologação com dados de teste e escolha o processo real que a turma vai reconstruir durante o curso. Treinamento em ambiente vazio ensina a ferramenta; treinamento em cima de um processo da casa ensina a plataforma.

O que sobra depois do sexto dia

Se o time precisa abrir chamado com fornecedor para mudar um campo de formulário, o treinamento não pegou. A régua é outra: o administrador reconfigura uma pasta avançada sozinho, o analista ajusta uma alçada sem quebrar o fluxo em produção e o desenvolvedor publica um widget que consome o ERP sem copiar código de exemplo. Autonomia é o entregável.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre a trilha Basic e a Avançada?

Não são degraus de uma escada, são destinos diferentes. A Basic é para usuários-chave e administradores da plataforma: Painel de Controle, GED, Social, Processos, LGPD e Analytics. A Avançada é para desenvolvedores e analistas: BPMN, formulários, datasets, WCM, widgets, APIs e integrações.

Qual é o pré-requisito da trilha Avançada?

Desenvolvimento web: HTML5, CSS, JavaScript, JSON e jQuery. Sem essa base, o participante gasta o curso inteiro correndo atrás da sintaxe em vez de aprender a plataforma.

Como funciona a carga horária?

São 24 horas por trilha, em agendas de 4 horas por dia, o que dá 6 dias. As aulas são remotas, em sala virtual da Future Station ou do cliente, e devem rodar em ambiente de teste ou homologação.

O que é o modelo Train the Trainer?

Formamos multiplicadores dentro da empresa e o rollout interno fica com o cliente, que indica um gestor como ponto focal. O objetivo é autonomia: o time sai capaz de treinar os próximos sem depender de nova contratação.

O material fica com a empresa?

O material didático é digital e entregue pelo instrutor apenas aos participantes da turma. Aulas em português do Brasil, com blocos de prática guiada no Basic, em GED e em Processos.

Igor Rodrigues, Tech Lead da Future Station
Quem responde por isso na FS

Igor Rodrigues

Tech Lead · Future Station · +10 anos em TOTVS Fluig

Antes de treinar o time do cliente, ele treinava desenvolvedores da própria TOTVS. Workshops técnicos, capacitações de instalação do Fluig em Linux e MySQL e participação ativa na comunidade Fluiggers.

Qual trilha faz sentido para o seu time?

Basic, Avançado ou turma fechada com as duas. Traga o cenário do seu time e a gente desenha o formato, a carga e o calendário com você.